Dor na costa é evitada cuidando da coluna e postura

Coluna e postura e dor na costa

Curvaturas da coluna vertebral vinculadas com dor na costa

Curvaturas da coluna vertebral vinculadas com dor na costa

Dor na costa podem representar doenças e precisam ser tratadas, cuidando da coluna e postura. A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas provocam dor na costa e podem representar doenças e precisam ser tratadas.

As curvaturas da coluna vertebral normais são quatro: a lordose cervical (1), a cifose torácica (2), a lordose lombar (3) e a cifose coccígea (sacro e cóccix) (4), como se pode ver na figura ao lado.

Estas curvaturas são bem visualizadas quando observamos a coluna lateralmente. Em caso de encontramos curvaturas observando a coluna posteriormente, temos uma doença chamada escoliose.

As dores nas costas e os problemas da coluna ocorrem com grande frequência na prática clínica de um médico de família. Alguns autores relatam que entre 70 a 80% da população mundial teve ou terá algum tipo de dor nas costas.

As causas e agravantes destas situações são as condições de trabalho, o manuseio, levantamento e carregamento de cargas excessivamente pesadas, a manutenção de posturas incorretas por muito tempo, as causas psicossomáticas e a fadiga muscular.

 Muitos casos de dor nas costas podem ser provocados por tensões nos músculos e ligamentos que sustentam a espinha dorsal. Trabalhos e estilos de vida sedentários predispõem a este tipo de tensão. A obesidade – que sobrecarrega o peso sobre a coluna vertebral e pressiona os discos -, é outro fator desencadeante. Os esportes fortes (como futebol) e a ginástica também podem tornar-se arriscados.

A coluna vertebral é formada por 33 ou 34 vértebras, que são separadas uma das outras por um disco intervertebral, este disco é responsável pela mobilidade da coluna. Esta parte da anatomia é bastante interessante como se pode ver no desenho a seguir.

Vértebra é a parte óssea da coluna



Vértebra

Acima observa-se que a vértebra é a parte óssea da coluna,  e o orifício de conjugação é o espaço por onde passam os nervos.

Existem dois tipos de nervos, um responsável pelas sensações e outro responsável pelos movimentos.

Entre as vértebras vemos o disco intervertebral e mais ao centro do disco encontramos o núcleo pulposo.

Quando a pessoa se movimenta para frente, para traz ou para os lados o núcleo pulposo se movimenta também, porém em sentido contrário, ou seja, quando se dobra o tronco para frente, o núcleo vai para traz em direção ao nervo.

O núcleo pulposo é muito mais rígido do que o disco e têm a tendência de “tentar fugir“. Quem impede esta “fuga” são os anéis fibrosos. Quando estes anéis são danificados o núcleo fica instável e pode conseguir “fugir”. A saída do núcleo é chamada de hérnia de disco. A hérnia de disco pode acontecer entre qualquer uma das vértebras, porém a maior incidência se dá na região lombar. 

Os nervos são divididos em troncos.  O tronco cervical inerva principalmente os membros superiores (braços) e o tronco lombar inerva principalmente os membros inferiores (pernas). Inervar quer dizer que estes nervos são responsáveis pelas sensações e movimentos destas regiões. Portanto, quando acontece uma hérnia na região lombar pode ser sentido o reflexo (dor ou formigamento) nas pernas ou perna, como na ilustração abaixo.

hérnia na região lombar

uma hérnia na região lombar pode ser sentido o reflexo (dor ou formigamento) nas pernas ou perna

Continuando…

 

Referências:

  • Patologia do Trabalho, René Mendes, Editora Atheneu, 1995, Rio de Janeiro, Parte II, cap.8.
  • Programa de Educação a Distância de Medicina Familiar e Ambulatorial – PROFAM – Entrega IV, Cap. 27, 2003, NEC Gráfica, Argentina.
  • Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências, 3ª edição, Bruce B. Duncan, Artmed, 2004.