Ducha vaginal: Respostas da Doutora

Respostas da Doutora Sonia feita por usuários de Orientações Médicas, sobre:

Ducha Vaginal / Orientação para diabético, hipertenso e obeso / Alimentação Saudável / Helicobacter pylori (HP)

 

Ducha Vaginal

A ducha vaginal não deve ser usada em nenhuma hipótese. A razão é fácil de entender: a vagina possui uma fauna normal, onde convivem diversos micro organismos. A ducha destrói essa fauna e, a falta dela, para esta parte do corpo faz com que fique desprotegida e mais susceptível às infecções.

Orientação para diabético, hipertenso e obeso

A diminuição do peso, a dieta balanceada, o controle da pressão, o controle do colesterol, exercícios e o controle de glicemia são essenciais e devem ser perseguidos por todos os diabéticos. Em relação à dieta, não ingira açúcar de nenhuma maneira. Use sempre adoçante. Faça, ao menos, 4 refeições por dia porém, comendo pouco. Esse é o segredo! Prefira as carnes magras, leite e queijo desnatados, ovos somente 2 vezes na semana, fuja das frituras, coma muita verdura, saladas e legumes. Não misture arroz, batata, macarrão e mandioca. Quer come-los? Cada um em uma refeição separada pois, transformam-se em açúcar após a digestão. Frutas: uma por refeição de tamanho médio. Se tiver dificuldade em diminuir a quantidade de comida, use um prato menor (funciona). Prefira sempre água. Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas. Evite os embutidos, salsichas, salame, presunto, etc. Exercícios: prefira caminhadas. Comece devagar, 15 minutos por dia. Á medida que vai se sentindo bem, aumente o tempo, até chegar a 45 minutos diários. Se preferir, faça natação ou bicicleta. Alongamentos também são importantes. Sua pressão deve ser menor ou igual que 130 X 80 mmHg. À medida que for perdendo peso e fazendo o controle do sal na dieta, ela melhora bastante. Se não conseguir, tome a medicação. Dê preferência ao captopril (fale com seu médico), pois, ele protege o rim e não provoca disfunção na ereção. Controle sempre o colesterol e se for preciso use medicamentos. Metas: HDL= 50; LDL < 100; TG < 130. O AAS infantil pode ser necessário (pergunte ao seu

 

Alimentação Saudável

Alimentação saudável é aquela que vai utilizar sempre 3 tipos de alimentos: os construtores, os energéticos e os reguladores. Sendo os construtores as proteínas (carnes, leite, ovos); os energéticos os carboidratos (massas, pão, raízes, batata, etc) e os reguladores as verduras, legumes e frutas. Abuse sempre dos reguladores, coma sem medo, mas vá com calma com os construtores e energéticos. Evite as gorduras, o álcool, o café. Tome bastante líquido. Algumas dicas: – não passar fome; – fazer ao menos 6 refeições diárias; – comer sempre a metade do que gostaria; – não ingerir líquidos durante as refeições; – evitar comidas gordurosas, frituras, carne de porco, banha de porco, torresmo, bacon, evitar beliscar entre as refeições, evitar bebidas alcoólicas, côco, amendoim, carne de siri, doces, açúcar (trocar pelo adoçante), refrigerantes, sorvete; -comer à vontade: verduras, saladas, legumes, de preferência crus ou senão cozidos e frutas, com exceção de abacate, manga e caqui; – preferir sempre leite desnatado e queijo branco tipo ricota ou cottage; – nunca misturar em uma única refeição: macarrão, arroz, batata e mandioca. Eles podem ser comidos separadamente. No caso do pão, não é ele que engorda, é a manteiga ou margarina e a geleia que se usa. No caso do macarrão é parecido: o que engorda é o molho. E por ai vai…. Em relação à atividade física, recomendo sempre uma atividade aeróbica que pode ser caminhada, natação, hidroginástica ou bicicleta. Essas atividades devem sempre ser antecedidas por alongamentos. Comece devagar, não force o corpo. À medida que for se sentindo bem, vá aumentando o tempo de atividade para que o corpo e os órgãos se adaptem ao exercício. Essa atividade deve ser feita no mínimo 3 vezes na semana e para ser efetiva, deve-se chegar a 45 minutos diários (gradativamente, atenção!).

Helicobacter pylori (HP)

Há mais de cem anos que se pesquisa uma provável origem bacteriana para as doenças do trato gastrointestinal superior. Em 1893 foi relatada pela primeira vez a presença de bactérias em forma de espiral no estômago de animais. Em 1983 dois pesquisadores chamados Warren e Marshall isolaram pela primeira vez o Helicobacter pylori (HP) para provar que esta bactéria era responsável pelas gastrites e úlceras. Marshall ingeriu uma cultura purificada de Helicobacter pylori. Os sintomas começaram 7 dias após Marshall ter ingerido a cultura de bactérias e ao ser submetido a uma endoscopia foi constatado uma gastrite. O HP é uma bactéria que vive profundamente na mucosa gástrica. Ao contrário de outras bactérias o HP sobrevive ao ácido existente no estomago. É uma bactéria que se adaptou muito bem à vida no interior do estômago. Está assim reconhecido que a infecção pelo HP é o principal responsável pela grande maioria das gastrites. No Brasil, o índice de contaminação, é maior na primeira infância e na adolescência. Nos países ricos, são os adultos as vítimas mais freqüentes. A contaminação ocorre principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados com a bactéria. Não existe uma explicação objetiva para o fato de algumas pessoas desenvolverem doenças relacionadas à bactéria e outras não. Existem indivíduos que são imunologicamente mais resistentes, outros nem tanto. Sabe-se também que fatores genéticos, fumo, bebida e uso de drogas contribuem para tornar algumas pessoas mais vulneráveis. O tratamento é feito com antibióticos e um medicamento que inibe a acidez. O índice de reinfestação dos pacientes chega a 5%. Os sintomas são os clássicos da gastrite, úlcera, etc.

 

Referências:

  • Programa de Educação a Distância de Medicina Familiar e Ambulatorial – PROFAM – 8 módulos, entre 2002 e 2003, diferentes gráficas, Argentina.
  • Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências, 3ª edição, Bruce B. Duncan, Artmed, 2004
  • Medicina Interna, Harrison, 2 volumes, 8ª edição, Guanabara Koogan, 1980, Rio de Janeiro
  • Blakbook Clínica Médica, Ênio Roberto Pietra Pedroso e Reynaldo Gomes de Oliveira, 1ª edição, Blakbook Editora, 2007, Belo Horizonte
  • Guide Familial des Medecines alternatives est ládaptation française de Family Guide to Alternative Medicine, publie par The Reader’s Digest Association Limited, London, 1991.
  • Manual de Matéria Médica Homeopática, sintomas-guia e características dos principais medicamentos (clínicos e patogenéticos), Willian Boericke, 1997, Robe Editorial, São Paulo
  • Patologia do Trabalho, René Mendes, Editora Atheneu, 1995, Rio de Janeiro
  • Manual de Medicina de Família e Comunidade, Ian R, mcWhinney, 3ª edição, 2010, Artmed, Porto Alegre, RS

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