Assim, é mais comum em indivíduos do sexo masculino acima de 50 anos,
apesar do acentuado aumento de sua incidência em mulheres e adultos
jovens.
Fatores de Risco
Os principais fatores
de risco são o tabagismo (fumar cigarro de papel, palha ou cachimbos) e o
consumo de bebidas alcoólicas associados ou não a trauma crônico (uso de próteses dentárias
mal-ajustadas), má higiene oral,
baixo consumo de caroteno e história familiar de câncer.
Sintomas
O principal sintoma deste tipo de câncer
é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana.
Outros sintomas são ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro
e indolores, podendo sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou
avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade de fala, mastigação
e deglutição, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de
linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço) são sinais de câncer de
boca em estágio avançado.
Prevenção e Diagnóstico Precoce
O auto-exame da boca deve ser
realizado a cada seis meses. Homens com mais de 40 anos de idade, fumantes
e portadores de próteses mal ajustadas e dentes fraturados devem evitar o
fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados,
realizar o auto-exame da boca e fazer uma consulta odontológica de
controle a cada ano. Outra recomendação é a manutenção de uma dieta
saudável, rica em vegetais e frutas.
Para prevenir
o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção
(filtro solar e chapéu de aba longa).
O combate ao
tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.
O Auto-Exame da Boca
O auto-exame deve ser feito em um
local bem iluminado, diante do espelho. O objetivo é identificar lesões
precursoras do câncer de boca. Devem ser observados sinais como mudança
na cor da pele e mucosas, endurecimentos, caroços, feridas, inchações,
áreas dormentes, dentes quebrados ou amolecidos e úlcera rasa, indolor e
avermelhada.
Atenção!
Lave bem a boca e remova próteses dentárias se for o caso.
De
frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço. Veja se
encontra algum sinal que não tenha notado antes. Toque suavemente com as
pontas dos dedos todo o rosto.
Puxe com os
dedos, o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa).
Em seguida, apalpe todo o lábio. Puxe o lábio superior para cima e
repita a palpação.
Com
a ponta do dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna
da mesma. Faça isso nos dois lados.
Com a ponta do
dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.
Introduza
o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo
do queixo e procure palpar todo o assoalho da boca.
Incline a cabeça
para trás e abrindo a boca o máximo possível, examine atentamente o céu
da boca. Palpe com o dedo indicador todo o céu da boca. Em seguida diga
ÁÁÁÁ... E observe o fundo da garganta.
Ponha
a língua para fora e observe a parte de cima. Repita a observação com a
língua levantada até o céu da boca. Em seguida puxando a língua para
esquerda, observe o lado esquerdo da mesma. Repita o procedimento para o
lado direito.
Estique
a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano, apalpe em
toda a sua extensão com os dedos indicadores e polegar da outra mão.
Examine
o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se há diferenças
entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita.
Repita o procedimento para o lado
direito, palpando com a mão esquerda. Veja se existem caroços ou áreas
endurecidas.
Finalmente,
introduza o polegar por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu
contorno inferior.
O que procurar?
- Mudanças
na aparência dos lábios e da porção interna da boca
- Endurecimentos
- Caroços
- Feridas
- Sangramentos
- Inchações
- Áreas
dormentes
- Dentes
amolecidos ou quebrados
Faça o
auto-exame da boca mensalmente.
Prevenção
1
- evitar fumo e álcool;
2
- evitar exposição continuada aos raios solares;
3
- evitar traumas crônicos na mucosa bucal, tais como: prótese mal
adaptada, coroas dentais fraturadas, raízes residuais, etc;
4
- manter higienização adequada, escovando os dentes no mínimo 4 vezes
ao dia, principalmente após a ingestão de qualquer alimento, fazer uso
do fio dental e se auto-examinar continuadamente conforme descrição
acima citada;
5
- fazer alimentação balanceada e completa evitando fazer uso do açúcar
em excesso (prevenção da cárie) e, principalmente, fora das refeições;
6
- procurar seu Dentista ou Médico em caso de aparecimento de qualquer lesão
que não regrida no espaço de 7/14 dias;
Diagnóstico
A confirmação diagnóstica é feita
através de biópsia.
Os Raios X podem ser úteis para
averiguar o comprometimento de ossos como a mandíbula.
Tratamento
A cirurgia, a radioterapia e a
quimioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos
aplicáveis ao câncer de boca. Em se tratando de lesões iniciais, ou
seja, restritas ao local de origem, sem extensão a tecidos ou estruturas
vizinhas e muito menos a linfonodos regionais ("gânglios"), e
dependendo da sua localização, pode-se optar ou pela cirurgia ou pela
radioterapia, visto que ambas apresentam resultados semelhantes, expressos
por um bom prognóstico (cura em 80% dos casos).
Nas demais lesões,
se operáveis, a cirurgia está indicada, associada ou não à
radioterapia.
Quando existe
linfonodomegalia metastática (aumento dos "gânglios"),
indica-se o esvaziamento cervical do lado afetado, sendo o prognóstico do
caso bastante reservado. A cirurgia radical do câncer de boca evoluiu
sobremaneira, com a incorporação de técnicas de reconstrução
imediata, permitindo largas ressecções e uma melhor recuperação do
paciente. As deformidades, porém, são ainda grandes e o prognóstico dos
casos, intermediário.
A
quimioterapia é empregada nos casos avançados, visando à redução do
tumor, a fim de possibilitar o tratamento posterior pela radioterapia ou
cirurgia. O prognóstico nestes casos é extremamente grave, tendo em
vista a impossibilidade de controlar-se totalmente as lesões extensas, a
despeito dos tratamentos aplicados.
Fonte:
Instituto Nacional do Câncer – Ministério da Saúde.
Atenção!
As
fotos expostas a seguir são verdadeiras e podem chocar algumas pessoas.
Lesão precursora de câncer – Leucoplasia

Lesão precursora de câncer – Eritroplasia

Lesão
escura

Lesão
Labial

Câncer
de Lábio

Câncer
de Língua

Câncer
de Língua

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Atualizado em 26/01/2010
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Atenção:
NÃO
USE
informações aqui divulgadas para substituir uma
consulta médica. Nosso objetivo é
divulgar conteúdo relacionado a
prevenção em saúde. E a mais prudente
informação relacionada com
prevenção é: "SEMPRE consulte um
médico, quando entender necessário, para o
correto diagnóstico e eventual tratamento".
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