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HIPOGLICEMIA na Diabetes
A hipoglicemia
é
a complicação mais comum e freqüente do
uso de insulina pelos diabéticos.
A hipoglicemia representa um transtorno para
essas pessoas, pois faz com que algumas passem a temer a hipoglicemia de tal forma que preferem se
acostumar a manter glicemias mais altas ou se tornam resistentes ao uso
da insulina quando prescritas pela primeira vez pelo médico.
Em decorrência, têm-se uma enorme dificuldade na
introdução da insulina para o tratamento e o
controle do Diabetes.
A hipoglicemia é a
diminuição da taxa de glicose no sangue abaixo de
60 mg%, quando os níveis de glicose estão
normais. Ou pode representar uma baixa abrupta de glicemia para aqueles
que se mantêm com glicemias mais elevadas. Por exemplo, para
uma pessoa que se mantenha com glicemia por volta de 300 mg%, se ocorre
uma queda repentina a 100 mg%, ela pode apresentar sintomas de hipoglicemia.
A hipoglicemia está principalmente
associada a erros e irregularidades alimentares, a atividade
física excessiva e mal executada e a doses elevadas de
insulina. Porém, pessoas que utilizam
medicações orais contra a diabetes, como as
sulfoniluréias, a repaglinida ou a nateglinida
também podem apresentar o quadro.
Todas as
pessoas que iniciam o tratamento com insulina devem ser orientadas em
relação ao diagnóstico precoce da hipoglicemia, sua
correção e sua prevenção.
A hipoglicemia pode ser confirmada
através do exame de glicemia capilar, porém ela
não depende disso para ser tratada. Isto é, o
tratamento da hipoglicemia deve ser imediatamente
ministrado assim que for levantada a suspeita, independente de exame
confirmatório.
As pessoas
que variam muito seu padrão dietético e a
realização de atividade física, as que
são portadoras de diabetes há muitos anos e os
que já apresentam neuropatia diabética grave,
têm um risco maior de apresentar hipoglicemia.
São
situações comuns que acontecem no dia-a-dia das
pessoas e que podem provocar uma hipoglicemia:
- Não
realizar refeições no horário
programado, comer pouco ou, simplesmente, não se alimentar;
- Realizar
exercícios ou atividades físicas pesadas ou que
não estão acostumados a realizar;
- Consumir
bebida alcoólica em excesso, em jejum ou fora da dose segura;
- Erro na
utilização da insulina (por problemas visuais,
por exemplo) ou das outras medicações
anti-diabéticas.
Visando o
controle dessas situações, a pessoa
diabética deve:
- Aprender a
se alimentar, a balancear a dieta e seguir rigorosamente os
horários, sem pular refeições de
acordo com o plano alimentar prescrito;
- Realizar
atividade física compatível com suas necessidades
e possibilidades sempre sob supervisão de um profissional de
saúde, entendendo seus limites e, principalmente,
respeitando-os;
- Evitar o
consumo de álcool. Se isso não for
possível, não
ultrapassar o limite de uma dose por dia ou duas doses uma vez na semana. Entendo que uma dose
é igual a 12 g de álcool, ou seja:
1 dose de pinga,
conhaque, uísque, etc = 40 ml = 12 g de álcool;
- Aprender a
administrar corretamente o medicamento injetável ou oral. Se
isso não for possível, receber auxílio
de familiares ou amigos;
- Aprender a
reconhecer os sintomas precoces da hipoglicemia.
As hipoglicemias podem ser
assintomáticas ou sintomáticas. As primeiras
ocorrem sem que a pessoa perceba, pois os sintomas são muito
sutis. Essas são muito perigosas. As
sintomáticas, isto é, as que apresentam sintomas,
são subdivididas em leves e graves.
A grande
maioria das hipoglicemias é
sintomática e leve, sendo facilmente tratáveis
pelos próprios pacientes.
Os sintomas
são decorrentes da falta de açúcar no
sistema nervoso e, são eles: fome, tontura, fraqueza, dor de
cabeça, confusão, alteração
de comportamento, convulsão e coma. Percebe-se um
agravamento gradativo desses sintomas. Quanto mais importante a falta
de glicose, mais grave o sintoma.
As outras
manifestações serão decorrentes da
liberação de adrenalina pelo sistema
simpático, são elas: sudorese, palidez, tremores,
taquicardia, apreensão, medo.
O ideal
é evitar que as hipoglicemias se tornem graves. Isso
é possível, reconhecendo precocemente os sintomas
leves e tratando-os adequadamente o mais rápido
possível, sustando o agravamento da hipoglicemia.
A
detecção precoce ocorre quando se está
atento a sinais como sudorese, dor de cabeça,
palpitações, tremores,
sensação de medo ou apreensão.
Familiares,
amigos, colegas de escola ou trabalho também devem ser
orientados a colaborar, pois eles também podem ajudar a
identificar um sintoma que pode não ser conscientizado pelo
paciente, como a sudorese e a alteração de
comportamento.
O tratamento
deve ser imediato e não deve depender de exame
confirmatório, pois este pode demorar muito a ser realizado
e agravar a hipoglicemia.
Se a pessoa
estiver consciente, o tratamento é realizado com carboidrato
de liberação rápida, ou seja,
açúcar. Ingerir uma colher de sopa de
açúcar (aproximadamente 10 a 15 g)
diluído em meio copo d’água ou meia
lata de refrigerante normal ou utilizar sachets contendo 15g de
açúcar, que são vendidos em lojas
especializadas para diabéticos.
Esse
tratamento varia conforme a idade:
- Menos de 6
anos, de 5 a 10 gramas de açúcar;
- De 6 a 10
anos, de 10 a 15 gramas de açúcar;
- Acima de 10
anos, de 10 a 15 gramas de açúcar.
A
remissão dos sintomas é o parâmetro de
melhora a ser utilizado.
Se, os
sintomas persistem, repete-se a ingestão das 15g de
açúcar após 15 minutos da primeira
dose.
Erros comuns
do tratamento da hipoglicemia são retardar o
tratamento, pois se está no meio de uma tarefa e queremos
terminá-la, ou no meio de uma corrida, ou exagerar na dose
inicial de açúcar, que pode levar a um quadro de
hiperglicemia subseqüente.
Se a pessoa
está inconsciente, ela deve ser tratada por pessoal
treinado, por isso chame o SAMU (ligação gratuita
no número 192).
Atitude
muito importante é o fato do diabético portar uma
carteirinha de identificação com o relato de sua
condição de diabético e de seu risco
de hipoglicemia, pois algumas vezes, seu
comportamento pode ser confundido, o que leva ao retardo do tratamento
e agravamento da hipoglicemia.
Talvez você queira saber também sobre:
Bibliografia:
- Blackbook de
Clínica Médica, Pedroso, E.R. e Oliveira, R.G.,
Editora Bleckbook, 2007.
- Cadernos de
Atenção Básica, Diabetes Mellitus,
Ministério da Saúde, 2006.
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Atualizado em 03/01/2013
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Atenção:
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informação relacionada com
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correto diagnóstico e eventual tratamento".
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