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Malária. O que é?

 

 


 

21/04/2009
Dr. Jorge B.A. Seixas, MD, MSc, PhD
Prof. Auxiliar da Unidade de Clínica das Doenças Tropicais
Instituto de Higiene e Medicina Tropical,
Universidade Nova de Lisboa
TOP SAÚDE

 



 

O que é a malária e quais os tratamentos mais usados?

 

O que é malária e quais os tratamentos mais usados?

Malária é uma doença parasitaria associada a infeção por um protosoário Plasmodium que é transmitida ao homem pela picada de mosquitos anófilos e que inoculam parasitas principalmente Plasmodium falciparum, que é o mais importante. No sangue, este parasita multiplica-se progressivamente e sua multiplicação normalmente foge ao controle do organismo. Em função desta grande quantidade de parasitas que se desenvolvem há uma série de fenômenos, incluíndo dificuldade de circulação capilar e os órgãos que sofrem com isto são principalmente o cérebro, o pulmão, rim e fígado.

Deixada sem diagóstico e sem tratamento a malária por Plasmodium falciparum leva a falência destes órgãos. Considerada a malária grave. Nas crianças o cérebro é o alvo principal e portanto o nome malária cerebral. No adulto a componente cerebral da malária grave só existem muito tardiamente, antes de acontecerem os sintomas de malária cerebral há falência de múltiplos órgãos. O parasita invade o glóbulo vermelho e, fruto desta invasão, o glóbulo vermelho é destruído. Portanto, há uma relação direta entre malária e anemia. Qualquer episódio de malária, mesmo a malária não complicada, leva a algum grau de anemia. A malária complicada, obviamente, pode levar a necessidade de transfusão. Isto é basicamente a malária.

Os sintomas associados a invasão por este parasitas são inespecíficos. Os sintomas da malária são idênticos a uma série de outras doenças, ou seja, gripe, febre tifóide, broncopneumonia no estado inicial, qualquer infecção, febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e dores articulares é o quadro bem mais frequente. Como vê não tem nada de específico. E, depois, uma série de outros sinais e sintomas podem acompanhar: tosse, queixas abdominais, enfim. Portanto, é preciso estar alerta para não especificidade deste quadro clínico, de forma a poder fazer o diagnóstico.

No tratamento da malárias são utilizados muitos fármacos. E quando isto acontece em medicina quer dizer que nenhum deles é bom. Existem fármacos disponíveis na Europa e nos países desenvolvidos e fármacos que são ótimos para tratar malária em África e no sudeste asiático que não estão disponíveis na Europa.

Tem sempre que diferenciar malária não complicada, ou acesso simples de malária e malária grave. Na malária grave o quinimo continua a ser um fármaco excelente, usado por via endovenosa, pelo menos numa fase inicial até o controle da multiplicação do parasita. As artemisininas que são os tais fármacos que estão disponíveis no sudeste asiatico e em África e porque são feitos a partir de plantas não há valorização que seja considerada plenamente aceitáveis por autoridades farmacêuticas na Europa, portanto, não estão facilmente disponíveis na Europa.

A malária não complicada, basicamente, pode ser tratada com o mesmo tipo a base de artemisinas ou malarone é uma ótima escolha aqui em Portugal. O quinino oral, que é incômodo mas que funciona muito bem.

O que é preciso realçar em relação ao tratamento da malária é possibilidade de resistência a certos fármacos do Plasmodium de onde o indivíduo vem. Portanto, é crítico saber de onde vem a malária para se adequar o tratamento.

Veja mais na Wikipédia... Malária



Youtube: www.youtube.com/user/portaltopsaude



Fonte: YouTube





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Atualizado em 10/09/2011

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