Medicina Alternativa: Aromaterapia, Bioenergética

Medicina Alternativa

AromaterapiaO poder terapêutico das essências aromáticas das plantas.

A Aromaterapia consiste em tratar as doenças com a ajuda de óleos extremamente concentrados extraídos dos vegetais. Esses extratos chamados essências ou óleos essenciais contêm as substâncias que dão perfume às plantas e, por isso, seu odor é a característica principal.

Os óleos essenciais são produzidos por minúsculas glândulas presentes nas pétalas, no caule, na casca e na madeira de numerosas plantas e árvores. Se, na natureza essas glândulas liberam os aromas das plantas de forma progressiva, quando aquecidas ou trituradas, elas explodem e liberam os odores com uma potência muito maior.

Para extrair o óleo essencial puro, recorre-se a um processo de destilação no vapor d’água. Se a essência é dissolvida no álcool ou em outro solvente, denomina-se essência absoluta. São menos puras que os óleos, porém conservam propriedades curativas interessantes.

Os usos dos óleos essenciais são múltiplos, mas eles são mais utilizados na unção da pele (massagem), podendo também ser inalados ou colocados na água de banho ou em compressas. Raramente são ingeridos. Certamente são mais eficazes quando inalados, pois provocam uma ação imediata no cérebro.

Não se deve pensar que a Aromaterapia não apresenta contra-indicações. Devem ser utilizados com precaução, pois podem causar irritação e alergia na pele.

Os aromaterapeutas utilizam cerca de 30 plantas e flores para tratar a maior parte dos problemas.

Os óleos essenciais são divididos em três categorias: os que tonificam o organismo e favorecem o bom humor; os que estimulam e regulam as principais funções do corpo; e os que têm um efeito calmante sobre o corpo e o espírito.

Alguns exemplos:

  1. Óleo de Camomila – refrescante. Indicado para dores de cabeça e depressão;
  2. Óleo de Cânfora – refrescante e estimulante. Indicado em resfriados, reumatismos, acne, insônia;
  3. Óleo de Cedro – sedativo. Usado para angústia, bronquite e tosse;
  4. Óleo de Limão – refrescante e estimulante. Para problemas circulatórios, hipertensão e acne;
  5. Óleo de Eucalipto – libera a cabeça. Indicado para edemas e dores musculares;
  6. Óleo de Gerânio – refrescante e antiespasmódico. Para problemas urinários e infecções virais;
  7. Óleo de Jasmim – relaxante e calmante. Serve para tratar apatia e pele seca;
  8. Óleo de Manjerona – fortificante. Indicado em enxaquecas, cólicas e equimoses;
  9. Óleo de Patchouli – relaxante. Indicado na depressão e pele seca.
  10. Óleo de Pimenta Cinza – estimulante. Usado em problemas digestivos, resfriados e diarréia;

Os óleos essenciais possuem propriedades anti-sépticas reconhecidas, como as da Lavanda e do Gerânio, que são eficazes contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. São também apreciados pelas propriedades desintoxicantes do limão, alho, eucalipto e pelos efeitos calmantes junta à sensação de bem estar e harmonia que parecem produzir um efeito preventivo sobre as doenças.

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Bioenergética

BioenergéticaOs adeptos da terapia Bioenergética consideram que existe uma forma de energia particular que cria uma interação entre o corpo e o espírito, governando os estados físico e mental. Ainda não foi possível medir essa força, mas, ela é também conhecida como “QI”, “PRANA”, “Força Vital”, “Vitalismo”, etc.

O conceito da existência de uma energia única que une o corpo e o espírito constitui um dos fundamentos de terapias orientais como a Yoga, o Tai-chi-chuan e a acupuntura.

Os praticantes da Bioenergética crêem que os problemas psicológicos, o stress, as atitudes negativas e as emoções como a ira e o medo, têm uma influência sobre a maneira de se sentar, de se manter em pé, de se mover ou de respirar.

O objetivo da Bioenergética é, antes de tudo, ajudar as pessoas a tomar consciência de suas posturas, de suas atitudes de “blindagem” e das emoções associadas a essas posturas e atitudes.

Pela a prática de certos exercícios, as pessoas aprendem a liberar a couraça muscular, de modo a permitir que o corpo funcione livremente e naturalmente.

Além disso, a Bioenergética dá muito mais importância ao crescimento pessoal que à cura das doenças. Servindo, assim, para o aprofundamento do conhecimento que as pessoas têm delas mesmas. Existem aqueles que praticam a Bioenergética para se manter em forma e outros que a utilizam com o objetivo de elevar a auto-estima, desenvolvendo uma atitude positiva em relação ao próprio corpo.

 

Tipos de exercícios:

1. Respiração:

A respiração é essencial, pois “levamos a vida do tamanho de nossa Respiração”.

Corresponde ao primeiro ato vital do ser humano, o qual vai estar presente durante toda a vida. Ao ser cortado o cordão umbilical, o ser humano entra em contato com o mundo através da respiração. É a forma de sentir os outros e o ambiente. Sempre que quisermos sentir menos, respiramos menos, aumentando as tensões e as couraças musculares.

Aliando a respiração ao movimento, é possível reduzir ou eliminar as tensões musculares, melhorando o contato sensorial e emocional com o mundo externo.

2. Grounding:

É um dos exercícios fundamentais na bioenergética. É uma forma de fazer com que o indivíduo entre em contato com as realidades básicas de sua existência, com seu corpo.

Exercício Básico de Vibração e "Grounding"

Figura 1. Exercício Básico de Vibração e “Grounding” – Lowen, 1985.

 

3. Arco:

É um exercício que ajuda a liberar a tensão abdominal e facilita o grounding.

Arco Ideal, fluxo livre ao longo do corpo e equilíbrio. (Lowen, 1982).

Figura 2. Arco Ideal, fluxo livre ao longo do corpo e equilíbrio. (Lowen, 1982).

 

Excesso de rigidez. Inflexibilidade. (Lowen, 1982)

Figura 2. Excesso de rigidez. Inflexibilidade. (Lowen, 1982).

 

Hiperflexibilidade: falta de firmeza e determinação. (Lowen, 1982)

Figura 2. Hiperflexibilidade: falta de firmeza e determinação. (Lowen, 1982).

 

Couraças Musculares – 7 Segmentos Corporais

1. OCULAR: complexo, compreende cérebro, audição e visão.

Os olhos como espelho da alma, traduzem o que ocorre no nosso interior e servem para estabelecer o primeiro contato que se inicia com a mãe durante a amamentação. Têm a função de contato, impressividade e expressividade.

O encouraçamento deste segmento pode se expressar como desatenção, cefaléias, fotofobia, falta de contato, disfunções do movimento ocular. Principal emoção contida: MEDO.

2. ORAL: A boca é o sistema equilibrador de todo nosso sistema energético, possibilitando o segundo ato vital do ser humano que é a sucção. Na fase oral, o contato com o seio materno serve como matriz emocional que vai se refletir em toda a vida do indivíduo. No adulto, a boca tem função nutritiva, expressiva e de vocalização.

Couraças neste segmento podem se expressar pela contração e tensão excessiva dos músculos mastigatórios como bruxismo noturno (ranger os dentes dormindo) e distúrbios da ATM (articulação têmporo-mandibular). Principal emoção contida: RAIVA

3. CERVICAL: O segmento cervical serve de ponte e ligação entre a cabeça – pensamento e consciente e o corpo -desejos e vontades – inconsciente. Inclui músculos da fala, deglutição, sustentação e movimentos da cabeça, glândula tireóide. A postura da cabeça e pescoço expressam a forma em que a pessoa se coloca no mundo: orgulho, submissão, ameaça, etc. A vocalização indica como a pessoa expressa suas emoções, relacionando-se com o ambiente. Principal emoção contida: NARCISISMO.

Sintomas e encouraçamento englobam: alteração do timbre da voz, sensação de “bolo” na garganta, tosse nervosa, dificuldade de chorar e gritar, distúrbios posturais, torcicolos, cefaléias de origem cervical, artrose cervical.Choros e gritos contidos, bem como “nãos” não ditos contribuem para o encouraçamento deste segmento.

4. TORÁCICO: Ligado à vitalidade da pessoa, ao importante processo da respiração e a órgão vitais de troca energética entre o meio interno e externo (caixa torácica e pulmões). Representa a forma em que a pessoa entra em contato com o meio externo e sociedade e sua capacidade de amar.

A respiração alterada por encouraçamento neste segmento pode ser expressa através da dificuldade para expirar (botar o ar para fora) e conseqüentes deformidades torácicas como o peito inflado, doenças respiratórias como asma. Nestes casos, o indivíduo se defende do contato com o meio externo e têm medo ou pânico de sair de sua segurança ilusória.

No caso da dificuldade de inspirar (botar o ar para dentro), o indivíduo por pena de si mesmo, tristeza ou insegurança, tem medo do contato com o meio externo, estando sujeito a distúrbios pulmonares como pneumonias e atelectasias.

Musculatura do ombro (trapézio, escaleno e ECOM) excessivamente tensa e contraída pode estar relacionada ao excesso de medo ou de pressões do cotidiano, associado geralmente a anteriorização da cabeça, pois se tem que se seguir em frente. Principal emoção contida: CHORO.

Uma pessoa com a parte anterior do tórax fechada e encurtada associada a um arqueamento exagerado das costas (hipercifose torácica ou corcunda) se relaciona, segundo Lowen, ao excesso de medo do contato e à raiva contida.

Através da respiração, exercícios visando alongar a musculatura encurtada e reequlibrar a alongada, propiciamos o desbloqueio desta couraça, abrindo seu coração e sua autoconfiança e a capacidade de amar.

5. DIAFRAGMÁTICO: Está diretamente relacionado à respiração e às emoções. Órgãos: diafragma, fígado, vesícula, estômago e duodeno.

6. ABDOMINAL: Órgãos: músculos abdominais, intestinos e rins.

Relaciona-se às emoções e sensações mais primitivas. Sintomas de encouraçamento incluem: musculatura abdominal flácida ou hipertônica, gerando quadros de dores lombares e/ou hiperlordose lombar (excesso da curvatura da coluna lombar), prisão de ventre ou diarréia, bloqueio da passagem de energia da pelve para o coração.

7. PÉLVICO: Tem a ver com a sexualidade humana e com a maneira em que se relaciona e transforma essa energia. A energia sobe pelos pés, pernas, chegando à pelve. A forma de contato dos pés e pernas com o chão indicam o grau de estabilidade, segurança e independência do indivíduo. Joelhos levemente dobrados (fletidos) e dedos em garra indicam pessoas muito terra e com dificuldades de abstrair, ousar ou criar. O contrário, ombros como se fossem ombreiras, altos, e dificuldade de colocar o calcanhar no chão refletiriam dificuldades de encarar o aqui e agora, de “aterrar”.

A pelve constantemente contraída (em retroversão) estaria relacionada com a perda constante de energia sexual, implicando na falta de energia para realizações.

Já o famoso “bumbum empinado” (com a pelve em anteroversão) seria um indicativo de excesso de energia sexual não canalizada por frustrações, medo ou raiva.

“O ideal é sempre o equilíbrio”.

Lowen, Alexander – Bioenergética (1975) – São Paulo, Ed. Summus, 6ª edição, 1982.

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