Morte, como diagnosticar: Respostas da Doutora

Morte, como diagnosticar? Resposta da Doutora Sonia a usuário de Orientações Médicas

Pergunta à Dra. Sonia:

“Olá, gostaria de saber como é feito a confirmação de que uma pessoa realmente morreu. Por exemplo, quando uma pessoa tem um infarto, ou coisa parecida, e o coração para de funcionar, antes de dar esta pessoa como morta, o cérebro dela precisa também parar de funcionar? E mesmo se já não funcionem mais nenhum dos dois, não há como um deles voltarem a funcionar ?”

Resposta:

Tudo, hoje em dia, é muito relativo.


Por exemplo, se encontramos uma pessoa desacordada, o primeiro passo é sacudi-la, chamar por ela. Se não responde, tentamos escutar sua respiração, se não há respiração, tentamos palpar um pulso grande (carotídeo ou femoral). Se não há pulso, é imperioso chamar o SAMU (192) e iniciar as manobras de ressuscitação, ou seja, massagem cardíaca e respiração artificial até a chegada do SAMU (192) que, se a pessoa não responde com essas manobras, vai tentar a desfibrilação cardíaca. Existem protocolos médicos que vão determinar por quanto tempo as manobras serão mantidas. Não havendo resposta, a pessoa é dada como morta. E não há possibilidade de reverter o quadro. Se o coração não funciona, o cérebro pára de funcionar, pois não há oxigenação do mesmo, isso é questão de 7 minutos de parada cardíaca.

Outro exemplo é o caso da pessoa que entra em coma devido a alguma doença, o coração continua a bater, porém se fizermos um EEG (eletroencefalograma) e as ondas cerebrais não existirem, é constatada a morte cerebral, que é um quadro irreversível. O procedimento feito é esperar que os outros órgãos entrem em falência e que o coração pare de bater para se decretar a morte oficial dessa pessoa, pois no Brasil a eutanásia não é permitida por lei.

Saudações,
Dra Sonia

 

Referências:

  • Programa de Educação a Distância de Medicina Familiar e Ambulatorial – PROFAM – 8 módulos, entre 2002 e 2003, diferentes gráficas, Argentina.
  • Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências, 3ª edição, Bruce B. Duncan, Artmed, 2004
  • Medicina Interna, Harrison, 2 volumes, 8ª edição, Guanabara Koogan, 1980, Rio de Janeiro
  • Blakbook Clínica Médica, Ênio Roberto Pietra Pedroso e Reynaldo Gomes de Oliveira, 1ª edição, Blakbook Editora, 2007, Belo Horizonte
  • Guide Familial des Medecines alternatives est ládaptation française de Family Guide to Alternative Medicine, publie par The Reader’s Digest Association Limited, London, 1991.
  • Manual de Matéria Médica Homeopática, sintomas-guia e características dos principais medicamentos (clínicos e patogenéticos), Willian Boericke, 1997, Robe Editorial, São Paulo
  • Patologia do Trabalho, René Mendes, Editora Atheneu, 1995, Rio de Janeiro
  • Manual de Medicina de Família e Comunidade, Ian R, mcWhinney, 3ª edição, 2010, Artmed, Porto Alegre, RS

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